domingo, 12 de fevereiro de 2012

Caça à notícia - por Angela Ramalho

Logo cedo, fui à banca comprar o jornal, ansiosa pela notícia.

“O Diário” de domingo costuma vir “recheado” de páginas, mas o que me interessava era o Caderno de Cultura (ou o D+ ), nome pelo qual é identificado no jornal, embora para o meu gosto nem sempre seja tão “D+” assim...

De cara, o D+ noticiava que o “Crô” (personagem da global das 20h) vai virar milionário. A segunda manchete dizia dos planos da Helena Louro, maringaense e ex-BBB. Eu, que não tenho paciência nem com os atuais BBBs, quero lá saber de ex-BBB?

Matéria da página principal: O Festival de Teatro de Curitiba, que vai acontecer entre o final de março e começo de abril. Ótimo! Teatro é cultura. Mas, cá prá nós, estamos no dia 12 de fevereiro. Falta muito tempo ainda, não? Outra curiosidade minha: alguém aqui de Maringá vai a um festival de teatro em Curitiba? E se vai, uma notícia dada assim, com tanta antecedência, será que até o final de março quem leu agora não vai se esquecer? Hum... sei não. Mas a matéria do Massali é boa, contém toda a programação do evento e foi ilustrada com uma foto enorme, dando a impressão de ter sido estrategicamente colocada ali para “encher linguiça”, talvez por falta de mais informações.

Mas o melhor mesmo dessa página vem logo abaixo: é a “chapoletada” da Devassa, que com certeza deve cair bem com um chopp geladinho!

Bem, não estamos na página principal do D+ e nem eu esperava por isso. Continuo minha “caça” à notícia e viro a página “D2”. “Helena vem aí”. Página inteira da ex-BBB. Sem comentários! Já disse o que penso sobre o BBB lá no início!

Vou para a página “D3”. Dou uma lida na “Mistura Fina” de Fernando Borghi, um camarada engraçado à beça e que sai fazendo “stand up” por aí! Confesso que gosto mais dele nos vídeos do You Tube. Assisti alguns deles e me rachei de rir! Só que a comunicação escrita não conta com os mesmos recursos da comunicação oral e nesse caso, ele perde muito do seu talento numa coluna que, a meu ver, não tem uma definição. Questionei o teor de seu texto e fiquei sem saber: É uma crônica? É piada? Ele vai comentar fatos do cotidiano de forma engraçada? Sinceramente, não deu para entender a que se propõe a coluna do Borghi, que nesse domingo falou de calor, aeroporto e greve (coisas nada engraçadas, diga-se de passagem).

O artigo sobre Sinatra eu já havia lido no “Estadão” e “O Diário” só fez reproduzir. Costumo ler a página de cultura do Estadão e o texto reproduzido de “O Diário” não acrescentou ao artigo original nenhuma novidade.

Continuo minha caça a noticia de nosso prêmio em Curitiba. Quem sabe estamos na página D4? Caramba, constato com surpresa que a página D4 é a página das “socialites” e eu não levo jeito para isso.  D4 e D5 são só “caras e bocas” e o que eu mais gostei dali foi a propaganda de relógios da Bigben. Ah, gostei também de saber que a arquiteta Ninha Chiozzini e sua equipe estarão nas páginas da Casa Vogue desta semana. Bacana ver talentos de Maringá brilhando por aí, assim como fizemos em Curitiba. Podem me chamar de “bairrista” mas amo minha cidade e me dá um baita orgulho quando vejo muitos de seus filhos fazendo bonito e “dominando” outros territórios com criatividade, talento e porque não dizer, uma boa dose de ousadia, pois sem ela, não sairíamos daqui!

Nada de notícia na página D4, muito menos na D5. Mais uma vez viro a página e tá lá o “Crô” de novo, entre palavras cruzadas, horóscopo do dia (vou consultar o meu depois), filmes em cartaz, resumo de novelas, programação das redes de TV. Volto ao horóscopo e imagino que vou ler algo do tipo: “hoje o dia não está propício às comunicações”. Já que estou quase no final do Caderno D+ e minha paciência, a essa altura está ficando cada vez mais D -, resolvo ler o que me reserva o horóscopo do dia e descubro que devo “resolver o dilema entre ter um trabalho seguro ou fazer realmente o que gosto”. Se há um dilema que eu não tenho é esse. Meu trabalho é seguro e eu faço o que gosto. Nada a ver o que me diz o signo de sagitário hoje.

Parei para refletir sobre o que é você folhear um jornal à caça do que lhe interessa... Acabo lendo tanta futilidade, que no final, até acho graça! Eu aqui, confortavelmente sentada no sofá da minha sala, lendo o horóscopo do dia no D+. Tem explicação para isso?

Vamos a penúltima página, a D7. Mais uma vez, nada! A coluna “Viva Maringá” destaca foto de uma porção de costelinha com mandioca frita que deve ser uma perdição! Dicas de bares, bons restaurantes, taí uma coluna que eu não tenho o que dizer, mas sim o que comer, rs.
A outra meia página é um anúncio da Prefeitura que fala sobre a reforma do Calil Haddad (bom demais!), convidando para uma comemoração: o convite à dança especial, nesse final de semana. Isso sim é uma boa notícia! Um teatro reformado, bonito e confortável, ofertando à população espetáculos culturais gratuitos e de qualidade.
E o nosso prêmio? Será que está invisível? Será que “comi barriga”?

Eis que eu viro a última página (D8) e, comprimidos por um comercial de carnaval do Ody Park que ocupa 90% da página, lá estamos nós (ufa!) nos 10% restantes!
Resta-me ler o que o Massali escreveu, porque a foto que ilustra a matéria, essa já me decepcionou, de imediato! Estávamos certos que ia ser publicada uma das três fotos que um dos escritores premiados enviou ao jornalista por email. Em Curitiba, contratamos uma produtora que nos designou um fotógrafo profissional para cobrir a premiação. Isso significa dizer que tínhamos fotos de boa qualidade e que foram repassadas antecipadamente ao jornalista de “O Diário”. E se a matéria era para falar sobre o prêmio, nada mais indicado do que ilustrá-la com as fotos do recebimento do prêmio!

A nossa visita ao jornal objetivava passar detalhes de como foi a programação em Curitiba, como se deu a seleção dos homenageados e a importância do prêmio aos três escritores de Maringá. Não fomos ao jornal para tirar fotos, mesmo porque, ninguém estava vestido ou produzido para tal. Nem passou pela minha cabeça que alguém que deve primar pela qualidade da informação (no caso, o jornalista), fosse desprezar as fotos tiradas por um fotógrafo profissional.

Falando em qualidade da informação, em que pesem os méritos profissionais do repórter Fabio Massali (já li muita reportagem boa dele), o texto da matéria em questão não demonstra nem 10% do que foi o evento. Prá começo de conversa, ele subtraiu um dia do evento, que aconteceu nos dias 04 e 05/02 e não apenas no dia 04, como está na reportagem.

Nos dois dias tivemos uma intensa programação cultural (Exposição de Artes Plásticas, lançamento do Catálogo Artístico 2012, Outorga do Prêmio, Posse dos Conselheiros Literarte, Jantar de Gala, Passeio Turístico, Chá Literário com lançamento de livros dos escritores homenageados). Nada disso foi citado na matéria.

Espremidos num cantinho da página, três poemas curtos de cada autor, que não representam 1% do que fizemos até agora em nossas participações literárias. Melhor seria não divulgar nenhum texto, mas primar por uma matéria completa.

Em nenhum momento foi comentado sobre nossas participações e divulgação do trabalho no exterior, sendo que o Catálogo Artístico do qual participo, em março será distribuído em 08 (oito) países da Europa, além de ser distribuído em todas as feiras e eventos literários no Brasil.

Mas estamos no “O Diário”.  Na última página do D+ mas estamos!.É o único jornal que temos no município e agradecemos imensamente a gentileza dessa publicação.

No entanto, tenho que dizer que outros escritores de estados e municípios bem menores que o nosso, apresentaram links de matérias sobre esta mesma premiação, onde observamos maior destaque e profissionalismo por parte da imprensa local, com fotos em destaque na primeira página e reportagens de meia página e/ou página inteira no caderno cultural. Mesmo assim, vamos enviar o link dessa reportagem para o Rio de Janeiro, para que os organizadores a divulguem em mala direta, ainda que a mesma não tenha saído 100% como gostaríamos.

Mais uma observação: nem minha cunhada que me conhece há mais de 40 anos, é assinante de “O Diário” e lê o jornal todo dia, viu hoje esta reportagem (a não ser depois que eu falei).

Isso até me deu uma ideia: Vou fazer uma chamada no meu Facebook e também um merchandising de graça para o Ody Park.  Vou postar algo mais ou menos assim:

Gente, estou no “O Diário” de hoje, logo acima da propaganda do Ody Park!

Angela Ramalho – Escritora premiada LITERARTE
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Prêmio Troféu Literarte de Cultura 2012




Nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2012, houve em Curitiba o "Prêmio LITERARTE de Cultura 2012". a outorga é uma grande homenagem a todos aqueles que brilharam durante o ano de 2011 no cenário cultural e têm como objetivo central reconhecer e trazer a público as melhores iniciativas culturais tendo como critério: talento, criatividade, empreendedorismo, respeito, companheirismo e apoio cultural.




Com este Prêmio, a LITERARTE reconhece, distingui e premia a quem se destaca na sociedade com excelência na gestão de suas carreiras, contribuindo assim efetivamente para o desenvolvimento cultural e, consequentemente, socioeconômico do país.








Foi um fim de semana maravilhoso, conheci pessoas muito talentosas, simpáticas, realmente especiais. Com certeza, este prêmio servirá de incentivo para que eu continue a escrever cada vez mais. Um grande abraço a todos que lá estiveram e a todos que acompanham o meu trabalho!








Fotos:
1) Vera Figueredo, Marco Hruschka e Dyandreia Portugal;
2) Certificado e Troféu LITERARTE de Cultura 2012 concedidos a Marco Hruschka;
3)  Marco Hruschka, Angela Regina Ramalho Xavier, Vera Lucia Fávero Margutti e Luiz Francisco Silva;
4) Marco Hruschka e Najara Nogueira.


Marco Hruschka
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O tempo e o vento

Às vezes sinto que o tempo fica congelado
E eu fico olhando o vazio perplexo às vezes
Pensando em não sei o quê,
Sem forças para revidar esse compasso
Às vezes...
E a vida é cheia de circunstâncias,
Atemporais, talvez...
Mas o fato é que estou preso
E as areais escorrem movediçamente
Me levando pra baixo,
Cada vez mais pra baixo...
Como o tempo é inevitável!
Uma instância eterna, ininterrupta,
Cheia de instantes gulosos,
Que vai sempre se alimentar da nossa carne!
            Mas estas palavras não podem ser consumidas...
                        O vento as espalhará pelo mundo como forma
                                   De combater o tempo, vencê-lo e provar
                                               Que a Arte sempre prevalecerá e sobreviverá
                                                           E que a poesia sempre encontrará alguém
                                                                       Pronto para recebê-la, amá-la e com ela
                                                                                  Transformar o mundo em que vivemos
                                                                                                                                             ...

Marco Hruschka

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Maringá, Paraná, Brazil
Marco Hruschka é natural de Ivaiporã-PR, nascido em 26 de agosto de 1986. Morou toda a sua vida no norte do Paraná: passou a infância em Londrina e desde os 13 anos mora em Maringá. Sempre se interessou em escrever redações na época de colégio, mas descobriu que poderia ser escritor apenas com 21 anos. Influenciado por professores na faculdade – cursou Letras na Universidade Estadual de Maringá – começou escrevendo sonetos decassílabos heroicos, depois versos livres, contos, pensamentos e atualmente dedica-se a um novo projeto: contos eróticos. Seu primeiro poema publicado em livro (Antologia de poetas brasileiros contemporâneos – vol. 49) foi em 2008 e se chama “Carma”. De lá para cá já, entre poemas e contos, já publicou mais de 50, não apenas pela CBJE, mas também em outras antologias. Em 2010 publicou seu primeiro livro solo: “Tentação” (poemas – Editora Scortecci). Em 2014, publicou “No que você está pensando?” (Multifoco Editora), livro de pensamentos e reflexões escrito primordialmente no facebook. É professor de língua francesa e pesquisador literário.

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"A vida é um compromisso inadiável" M. H.
"A cumplicidade é um roçar de pés sob os lençóis da paixão." M.H.

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